No 2º trimestre de 2009 o valor do ICCREP foi de 0,9924, onde se reflectiu uma subida generalizada dos preços na maioria dos países parceiros comerciais com Portugal, exceptuando a China em que houve uma diminuição do Índice de Preços no Consumidor. Em relação às variações cambiais, há que dar relevância à desvalorização do Dólar do EUA face ao Euro em 6,21% em relação ao período anterior. A libra Esterlina valorizou-se em 8,46% face ao Euro em comparação com o período anterior.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Conferência «CRISE» um sucesso
Caros Visitantes,
A primeira conferência do ano, organizada pelo O.L.A.E, foi um verdadeiro sucesso. Não só pelas excelentes apresentações dos nossos oradores, mas porque tivemos uma audiência recorde de aproximadamente 400 visitantes.
Deixo aqui recortes de notícias sobre a conferência.
P.S - A conferência também foi noticiada pela comunicação social, nomeadamente a RTP.
A primeira conferência do ano, organizada pelo O.L.A.E, foi um verdadeiro sucesso. Não só pelas excelentes apresentações dos nossos oradores, mas porque tivemos uma audiência recorde de aproximadamente 400 visitantes.
Deixo aqui recortes de notícias sobre a conferência.
P.S - A conferência também foi noticiada pela comunicação social, nomeadamente a RTP.

sábado, 28 de fevereiro de 2009
Conferência «CRISE»
A conferência com o tema, ”Crise”, será realizada no dia 3 de Março de 2009 pelas 18,00 horas no Auditório Agostinho da Silva na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia.
Será apresentado o Índice de Competitividade Cambial Real da Economia Portuguesa, de interesse nacional, pelos os coordenadores do Observatório Lusófona de Actividades Económicas, Rui Silva e João Soares.
Oradores:
Professor Doutor José da Silva Lopes
Professor Doutor Manuel Cabugueira
Professor Mestre José Paulo Oliveira
Moderador:
Professor Mestre Luís Costa
Entrada gratuita
Será apresentado o Índice de Competitividade Cambial Real da Economia Portuguesa, de interesse nacional, pelos os coordenadores do Observatório Lusófona de Actividades Económicas, Rui Silva e João Soares.
Oradores:
Professor Doutor José da Silva Lopes
Professor Doutor Manuel Cabugueira
Professor Mestre José Paulo Oliveira
Moderador:
Professor Mestre Luís Costa
Entrada gratuita
domingo, 25 de maio de 2008
Referencia ao artigo do colega Ricardo Tavares
Esclarecimento
O artigo publicado no jornal OJE na pagina Lìderes de Amanhã
Tem como objectivo comentar " o presidente iraniano Mahmoud Ahmadineyad, cujo país é o quarto exportador mundial de petróleo e o segundo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), pediu á organização que proteja os direitos dos seus membros para influenciar a economia mundial. E instou para que os Países do Cartel "estabeleçam um banco comum e empreguem a mesma moeda". O objectivo é utilizar nas transacções outras moedas em vez do dolar norte-americano. O que beneficiará o euro. Mas até que ponto é perigosa esta tentativa de influência na economia mundial?"
segunda-feira, 19 de maio de 2008
ARTIGO DO COLEGA RICARDO TAVARES NO JORNAL DE ECONOMIA OJE DE 19 DE MAIO DE 2008
Esta intenção do presidente iraniano tem de ser analisada na sequência de um conjunto de outras acções, todas relacionadas com as transacções internacionais de petróleo. Para melhor entendermos o contexto, é necessário recuar até ao final de 2000, quando o então presidente do Iraque Saddam Hussein substituiu o dólar pelo euro nas transacções internacionais de petróleo. Embora no momento os motivos desta decisão fossem exclusivamente políticos (resposta a sanções aplicadas), esta veio a resvalar acertada mais tarde, aquando do início da depreciação do dólar face ao euro. No mesmo momento, Saddam anunciou a intenção de criar a sua própria bolsa de petróleo, transacionada em euros. A invasão do Iraque pelos Estados Unidos deixou a bolsa de Saddam apenas pela intenção. Desde o início da década até agora, outros países alteraram a forma como olhavam para o dólar, como por exemplo, a Venezuela. Hugo Chávez decidiu substituir as reservas da Venezuela em dólares por euros. Encorajou os países em desenvolvimento a permutarem entre si bens, e com a Venezuela através da troca pelo petróleo. Todas as acções anteriores são exemplos de tentativas de alguns países de substituir o dólar pelo euro como moeda de referência na transacção do petróleo.
A intenção do presidente iraniano é mais uma, mas a uma escala maior. A utilização do euro pela OPEP em vez do dólar fará com que muitos países tendam trocar as suas reservas de dólares por euros. Esta alteração originaria uma desvalorização algures entre os 20% e os 40% da moeda americana. Isto originaria uma crise nos Estados Unidos que passaria à escala mundial, através dos mecanismos de transmissão monetária. Se, por exemplo, olharmos para a balança comercial da China (um gigante em crescimento), observamos que os Estados Unidos são o principal destino das suas exportações (com um crescimento de 14,4% de 2006 para 2007). No cenário de desvalorização do dólar, a crise estaria também à porta da China. E depois destes, o mesmo mecanismo chegaria a outros…
Do ponto de vista dos países da União Europeia, a passagem da transacção do petróleo de dólares para euros por parte da OPEP, teria algum interesse. A constituição de reservas em euros por parte dos outros países (compradores ao países da OPEP) eliminaria o risco cambial. Esse aumento da procura de euros iria valorizar ainda mais a nossa moeda. Os dois argumentos anteriores juntamente com o facto dos países da União Europeia serem os principais importadores dos países que compõem a OPEP, fariam com que, a prazo, o euro tomasse o lugar do dólar como moeda de referência e de transacções a nível mundial.
Em suma, a proposta do presidente iraniano poderá originar uma crise nos Estados Unidos e esta alastrará a uma escala mundial. A magnitude dos efeitos e os resultados dos mesmos dependem da interligação dos mercados a nível mundial.
Finalista do Curso de Economia FEG-da Universidade Lusófona
A intenção do presidente iraniano é mais uma, mas a uma escala maior. A utilização do euro pela OPEP em vez do dólar fará com que muitos países tendam trocar as suas reservas de dólares por euros. Esta alteração originaria uma desvalorização algures entre os 20% e os 40% da moeda americana. Isto originaria uma crise nos Estados Unidos que passaria à escala mundial, através dos mecanismos de transmissão monetária. Se, por exemplo, olharmos para a balança comercial da China (um gigante em crescimento), observamos que os Estados Unidos são o principal destino das suas exportações (com um crescimento de 14,4% de 2006 para 2007). No cenário de desvalorização do dólar, a crise estaria também à porta da China. E depois destes, o mesmo mecanismo chegaria a outros…
Do ponto de vista dos países da União Europeia, a passagem da transacção do petróleo de dólares para euros por parte da OPEP, teria algum interesse. A constituição de reservas em euros por parte dos outros países (compradores ao países da OPEP) eliminaria o risco cambial. Esse aumento da procura de euros iria valorizar ainda mais a nossa moeda. Os dois argumentos anteriores juntamente com o facto dos países da União Europeia serem os principais importadores dos países que compõem a OPEP, fariam com que, a prazo, o euro tomasse o lugar do dólar como moeda de referência e de transacções a nível mundial.
Em suma, a proposta do presidente iraniano poderá originar uma crise nos Estados Unidos e esta alastrará a uma escala mundial. A magnitude dos efeitos e os resultados dos mesmos dependem da interligação dos mercados a nível mundial.
Finalista do Curso de Economia FEG-da Universidade Lusófona