sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Jornadas de Economia, Gestão e Ciência Politica
O Programa destas Jornadas é composto por Jobshops, Conferências e funcionará em paineis nas àreas de Economia, Gestão, Contabilidade e Fiscalidade, Recursos Humanos e Higiene e Segurança do Trabalho.
Irão decorrer no Auditório Agostinho da Silva e nos auditórios S-9, S-10 e S-11.
Para quaisquer contactos e esclarecimentos, pessoalmente - contactar na Sala N-1.14 (Junto da Biblioteca) ou através de email olae.geral@gmail.com.
ICCREP – Índice de Competitividade Cambial Real da Economia Portuguesa
O ICCREP, é um índice criado pelo Observatório Lusófono de Actividades Económicas (OLAE) no ano de 2008, no âmbito de actividades de investigação da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Este índice mede a competitividade cambial real da nossa economia, tendo em conta a balança comercial de Portugal.
A taxa de câmbio real, dá-nos o preço relativo dos produtos estrangeiros, e é esta taxa que mede a competitividade da economia portuguesa.
Para medir a evolução da competitividade da economia portuguesa, é necessário considerar a evolução da taxa de câmbio real da nossa moeda face a todas as moedas dos principais parceiros comerciais da nossa economia.
Na construção do indicador, é preciso ter em conta a média ponderada das taxas de câmbio reais bilaterais. O ponderador de cada moeda é o peso do comércio com o respectivo país na totalidade do comércio externo da nossa economia, com o conjunto de países cujas moedas entram na construção desta média. A esta média chamamos a taxa de câmbio efectiva.
A cotação do índice da taxa de câmbio real é ao certo. Um aumento da taxa de câmbio real, representa uma apreciação real da nossa moeda, o euro, o que aumenta as importações e diminui as exportações. Pelo contrário, uma diminuição da taxa de câmbio real, representa uma depreciação real da nossa moeda, o euro, o que aumenta as exportações e diminui as importações.
O valor neutro do ICCREP é o 1. Quando o valor do índice é superior a
Os parceiros comerciais escolhidos para o ICCREP são 71 países, divididos por:
Europa: União Europeia (26), EFTA (3), Outros (3)
África: PALP (4), MAGREB (3), Outros (4)
América: NAFTA (3), MERCOSUL (2), Outros (5)
Ásia: ASEAN (5), Próximo Oriente (2), Outros (9)
Oceânia: 2 países
O ICCREP nada mais é do que uma média ponderada das taxas de câmbio reais bilaterais entre Portugal e um grupo de países.
O sistema de pesos de comércio bilateral, consiste em pesar cada país pela sua participação nas importações e nas exportações de Portugal.
O Índice de Preços do Consumidor é o deflactor das taxas de câmbio nominais efectivas.
As fontes utilizadas neste indicador são:
Fontes Nacionais: Gabinete de Estudos Económicos do Ministério da Economia, Banco de Portugal e Instituto Nacional de Estatísticas.
Fontes Internacionais: FMI, Banco Mundial, Eurostat, Banco Centrais e Institutos Nacionais de Estatísticas de vários países.
Neste estudo estão representados 71 países de todo o mundo. Este conjunto de países representou 96,32% do comércio externo com Portugal. O ICCREP global destes países foi no período estudado 0,9981, onde Portugal ganhou competitividade externa. Deste conjunto de países, destacam-se pela sua importância no peso que têm no comércio externo com Portugal, a Espanha com 30,94%, Alemanha 13,31%, França 10,26%, Itália 5,01%, Holanda 4,36%, Reino Unido 4,23%, Angola 2,87%, Bélgica 2,76%, EUA 2,53%, Brasil 1,66%, Nigéria 1,62%, China 1,60% e Suécia com 1,26%. Estes 13 países representaram neste período 82,41% do total do comércio externo com Portugal. O grau de abertura de Portugal ao comércio externo foi neste período de 55,87%.
No 4º T2007 o valor do índice foi de 0,9963, devido ao aumento dos preços dos países em relação a Portugal que também aumentou, com a excepção da Holanda que diminuíram e os EUA subiram menos do que em Portugal. O euro valorizou-se em relação ás outras moedas que estão em regime de câmbios flexíveis na sua generalidade. No 1º T2008 o valor do índice foi de 1,02, em que os preços em Portugal e no mundo continuaram a crescer, e o euro valorizou-se em relação às moedas com maior peso no comércio externo, com particular importância o Dólar dos EUA ter perdido 7,41% e a Libra Estrelina ter perdido 8,52%. No 2º T2008 o valor do índice foi de 0,9933, em que a tendência generalizada no aumento do nível de preços se confirmou no mundo, ao contrário da China que os seus preços diminuíram. Nos outros países mais importantes os preços aumentaram mais do que em Portugal. O euro desvalorizou-se numa pequena percentagem em relação ao Dólar dos EUA e da Libra Estrelina. No 3º T2008 o valor do índice foi de 0,98, em que os preços diminuíram em Portugal, e naqueles países onde a inflação desceu foi sempre superior à de Portugal. Os países com maior peso onde o nível de preços foi inferior ao trimestre anterior foram, a Espanha, EUA, Itália, França e China. O euro desvalorizou-se em relação ao Dólar dos EUA, Libra Estrelina, Kwanza e ao Yan Renmimbi, em que a perda do euro face ao Dólar dos EUA foi de 9,47%. No 4º T2008 o valor do índice foi de 1,0117, em que os preços continuaram a descer no mundo inteiro de uma forma geral, mas em Portugal essa descida foi superior à dos outros países. O euro valorizou-se face à Libra Estrelina em 20,52%, e desvalorizou-se 2,7% em relação ao Dólar dos EUA. No 1º T2009 o valor do índice foi de 0,9928, em que os preços em Portugal continuaram a descer como na maior parte dos países pertencentes a UEM 16, excepto nos casos da França e Holanda, nos outros países a inflação foi crescente. O euro teve uma queda com uma desvalorização em relação à Dólar dos EUA, Libra Estrelina, Real do Brasil, Yan Renmimbi e o Kwanza. Finalmente, no 2º T2009 o valor do índice foi de 0,9924, em que os preços começaram a subir em todo o mundo na sua maioria, exceptuado o caso da China, que os preços continuaram a diminuir. O euro valorizou-se face ao Dólar dos EUA em 6,21% e desvalorizou-se em relação à Libra Estrelina em 8,46%.
Por : João Soares
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
ICCREP - 2º Trimestre de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Conferência «CRISE» um sucesso
A primeira conferência do ano, organizada pelo O.L.A.E, foi um verdadeiro sucesso. Não só pelas excelentes apresentações dos nossos oradores, mas porque tivemos uma audiência recorde de aproximadamente 400 visitantes.
Deixo aqui recortes de notícias sobre a conferência.
P.S - A conferência também foi noticiada pela comunicação social, nomeadamente a RTP.

sábado, 28 de fevereiro de 2009
Conferência «CRISE»
Será apresentado o Índice de Competitividade Cambial Real da Economia Portuguesa, de interesse nacional, pelos os coordenadores do Observatório Lusófona de Actividades Económicas, Rui Silva e João Soares.
Oradores:
Professor Doutor José da Silva Lopes
Professor Doutor Manuel Cabugueira
Professor Mestre José Paulo Oliveira
Moderador:
Professor Mestre Luís Costa
Entrada gratuita
domingo, 25 de maio de 2008
Referencia ao artigo do colega Ricardo Tavares
segunda-feira, 19 de maio de 2008
ARTIGO DO COLEGA RICARDO TAVARES NO JORNAL DE ECONOMIA OJE DE 19 DE MAIO DE 2008
A intenção do presidente iraniano é mais uma, mas a uma escala maior. A utilização do euro pela OPEP em vez do dólar fará com que muitos países tendam trocar as suas reservas de dólares por euros. Esta alteração originaria uma desvalorização algures entre os 20% e os 40% da moeda americana. Isto originaria uma crise nos Estados Unidos que passaria à escala mundial, através dos mecanismos de transmissão monetária. Se, por exemplo, olharmos para a balança comercial da China (um gigante em crescimento), observamos que os Estados Unidos são o principal destino das suas exportações (com um crescimento de 14,4% de 2006 para 2007). No cenário de desvalorização do dólar, a crise estaria também à porta da China. E depois destes, o mesmo mecanismo chegaria a outros…
Do ponto de vista dos países da União Europeia, a passagem da transacção do petróleo de dólares para euros por parte da OPEP, teria algum interesse. A constituição de reservas em euros por parte dos outros países (compradores ao países da OPEP) eliminaria o risco cambial. Esse aumento da procura de euros iria valorizar ainda mais a nossa moeda. Os dois argumentos anteriores juntamente com o facto dos países da União Europeia serem os principais importadores dos países que compõem a OPEP, fariam com que, a prazo, o euro tomasse o lugar do dólar como moeda de referência e de transacções a nível mundial.
Em suma, a proposta do presidente iraniano poderá originar uma crise nos Estados Unidos e esta alastrará a uma escala mundial. A magnitude dos efeitos e os resultados dos mesmos dependem da interligação dos mercados a nível mundial.
Finalista do Curso de Economia FEG-da Universidade Lusófona
sexta-feira, 2 de maio de 2008
CONFERENCIA DIA 5-05-2008
A Diversificação dos Mercados
A União Europeia continua a ser o destino preferido dos exportadores portugueses, no entanto, os países, como Angola, Rússia e Arábia Saudita, economias emergentes do mercado global, já estão a ter um peso significativo como destinos dos nossos exportadores.
Como poderá Portugal diversificar mais os seus mercados, e o papel dos gestores nessa mudança?
Uma análise de curto prazo
Com a desvalorização do Dólar em relação ao Euro continuada nos últimos meses as nossas exportações para os países com grandes reservas de Dólares não diminuíram, mas as dificuldades de colocar os produtos nesses países poderão aumentar, pelo facto das nossas exportações ficarem mais caras, e por essa via ficar menos competitivo. A alteração de diversificar para os mercados em que existem grandes reservas de Euros, facilita os preços dos nossos produtos.

Os grandes destinos continuam a ser os EUA, os PALOP, a Ásia e a América Latina.
Nos últimos três meses as exportações aumentaram 8,6 % e as importações 20,7 %, comparando com o período homólogo (Novembro de 2006 a Janeiro de 2007), o que determinou um agravamento do saldo da balança comercial com os Países Terceiros. A taxa de cobertura das importações pelas exportações desceu 6,8 p.p., quando comparada com o período homólogo.
Análise de longo prazo
A estrutura do tecido empresarial português assenta cerca de 90% de PME’s, e nesta temática, a dimensão empresarial é importante para a competitividade externa. As nossas PME’s com a sua dimensão actual, muito dificilmente conseguirão competir num mundo global. Os gestores governamentais e das empresas privadas têm um papel decisivo para a internacionalização dos seus produtos, e por essa via diversificar os seus mercados.
O Governo tem em termos macroeconómicos, várias ferramentas ao seu dispor, para incentivar cada vez mais a internacionalização das nossas empresas. Por exemplo, reduzir a taxa de IRC para 15 % para as empresas que exportam mais de 20 % do seu volume de negócios para países terceiros. Outra medida possível, seria um benefício fiscal, no sentido, de deduzir à colecta de IRC um montante majorado em 30 % do valor investido em tecnologia para permitir a sua internacionalização.
O Estado, como papel regulador e incentivador, pode ainda com acordos bilaterais ou multilaterais, conseguir acordos com outros destinos, nomeadamente países emergentes.
Os mercados só podem ser diversificados, se os produtos forem competitivos, por isso à muito a fazer, nomeadamente, encontrar empresas com a dimensão suficiente para produzir em escala, e também em termos comparativos, produzir aquilo que nos fica mais vantajoso economicamente.
Os gestores privados, antes de se internacionalizarem, têm que conseguir obter estruturas para optimizar os seus produtos, no sentido de produzir em escala, mas como são PME’s, podem fazer consórcios, como sejam os ACE’s (Agrupamentos Complementares de Empresas), para permitir, com a sua dimensão uma entrada mais fácil em mercados muito concorrenciais.
Nos gestores portugueses, também à muito a fazer, quanto à sua competência como gestores sem formação para o serem, e o espírito global, isto é, o mercados não se restringem às fronteiras físicas, o mercado é global, portanto à que preparar, organizar e competir.
O maior problema económico português, não é mudar de rotas comercias, mas sim um problema estruturante, só se poderá resolver num período nunca inferior a um década.
João Soares, a20062750
A20062750
Economia2N1
DEBATE SOBRE OS IMPOSTOS ESTÁ NA MODA
Será abaixa de impostos, uma vitamina para combater a estagnação económica e o emprego ?, ou estarão os defensores desta tese redondamente enganados ?
Antes de mais é preciso saber os dados macroeconómicos das três maiores economias da zona euro, para reflectir sobre o efeito dos choques fiscais nestas economias.
Fonte: OCDE
Os impostos são uma das medidas da política orçamental dos governos, a sua aplicabilidade têm efeitos diferenciados conforme o estado das economias. O período de tempo e o tipo de imposto são importantes para tomar decisões sobre a descida dos impostos. Os impostos directos, nomeadamente o IRS e o IRC, têm um importante papel na redistribuição do rendimento (particular ou empresa, paga mais quem aufere mais), os impostos indirectos, nomeadamente o IVA, é um imposto «cego e injusto», porque vai incidir sobre o consumo dos bens e serviços básicos, e as pessoas com menos rendimentos vão ter mais dificuldades de obter esses bens e serviços. Relativamente ao período de tempo, os impostos indirectos vão reflectir-se no curto prazo, enquanto os impostos directos têm uma função de poupança e investimento, que se vão reflectir no médio e longo prazo. A descida dos impostos indirectos levaria a uma diminuição do PIB, através da variável consumo, enquanto a descida dos impostos directos levaria no curto prazo a uma diminuição do PIB, mas no médio e longo prazo o PIB iria aumentar, através da variável investimento, e as receitas fiscais aumentariam pela dinamização da economia.
A Governo alemão aumentou a taxa do IVA de 16% para 19% no início de 2007, esta medida originou a um aumento das receitas fiscais através do consumo interno. A medida mais correcta seria descer os impostos directos, para proporcionar um maior investimento interno e externo, e ganhar competitividade, nomeadamente às economias da Europa de Leste, que têm taxas de imposto de IRS e IRC mais baixas. Esta medida teria uma implicação directa no curto prazo de menos receitas, agravando o défice, mas originaria um incremento na actividade económica e a aumento do PIB do médio prazo, traria um aumento das receitas fiscais.
A economia francesa neste momento não permite uma folga para a descida dos impostos directos como anunciou o 1º Ministro francês Nicholas Sarkozy, pelo facto do défice em 2007 representar 2,3 % do PIB, e estar obrigado a cumprir as metas do PEC (Pacto de Estabilidade e Crescimento), que são, enquanto não atingir o equilíbrio orçamental, deverá o défice ter uma redução de pelo menos 0,5 % anuais. A descida dos impostos directos vai permitir uma maior dinamização da economia francesa, que permite a diminuição do desemprego para 2008.
A economia Espanhola, neste momento, está sobreaquecida, com um superavit orçamental, com uma forte dinamização no sector imobiliário, que é a alavanca da economia espanhola. O choque fiscal na economia espanhola é bem vindo, porque tem uma folga orçamental, e permite a uma redução da taxa de desemprego. È importante referir, que estamos a assistir a um crescimento da «bolha no sector imobiliário» que tem que contida.
O choque fiscal na economia portuguesa não vai ser assistido nos próximos dois anos, pelo facto da restrição orçamental. Quando houver equilíbrio orçamental, provavelmente, será em 2010, a economia portuguesa estará de facto preparada para uma redução substancial nos impostos directos, que são importantes para dinamizar a economia no que diz respeito ao investimento interno, mas principalmente o investimento externo, para permitir uma redução da taxa de desemprego.
A economia mundial em 2007, deverá crescer 5 %, com as importantes comparticipações das economias da China, Índia, Rússia, Brasil, Turquia e outras economias emergentes no comércio externo. O índice da fiscalidade nestes países são substancialmente inferiores aos países da zona Euro e Estados Unidos da América.
As economias da zona Euro poderão de alguma forma no médio e longo prazo, conseguirem mais investimentos internos e externos, se os impostos directos baixarem de uma forma controlada e programada. È importante e decisivos os 27 países da Comunidade Europeia, chegarem a um acordo, relativamente à harmonização fiscal, para terem mais competitividade relativamente aos países das economias emergentes.
È preciso não esquecer um aspecto importante, na arrecadação dos impostos, se todos pagarem, todos pagaremos menos certamente. É importante um combate unificado à fraude e evasão fiscal.
João Soares
